Reze conosco o tríduo em honra de São Tarcísio





ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS (todos)

Ó glorioso São Tarcísio que agora no Céu estás gozando o prêmio do teu amor verdadeiro a DEUS e de fidelidade e proteção constante à Santa Eucaristia. Abençoa nossas famílias, abençoa nossos lares, abençoa nossas Paróquias e seus devotos que buscam em Ti o Amor e a coragem de lutar por JESUS CRISTO. Quero todos os dias, seguir tua bravura, recebendo em meu coração a Santa Eucaristia, seguindo JESUS CRISTO, amando e respeitando o serviço de sua Igreja, o Mistério de nossa Fé. Livrai-me da maldade e de tudo o que pode me separar de DEUS, do próximo e da salvação eterna.

(reza-se o dia correspondente)

PRIMEIRO DIA (QUINTA-FEIRA) 


Tarcísio protetor dos perseguidos

Ó admirável São Tarcísio, tu que viveste em Roma durante a perseguição aos cristãos nunca tiveste medo de defender os ideais do cristianismo, inspire em nossos jovens os valores de luta e união para superarem as dificuldades do dia a dia, sem medo de serem felizes. Amém.

SEGUNDO  DIA (SEXTA-FEIRA) (presidente)

Tarcísio exemplo de vida cristã

Ó admirável São Tarcísio, tu que pelo exemplo de vida, doação e amor pela causa de CRISTO te fizeste tão querido de nossa gente, ensina-nos sempre mais o caminho do serviço e do desprendimento, como uma forma de nos fazer presentes junto àqueles que estão junto de ti.

TERÇEIRO DIA (SÁBADO) (presidente)

Tarcísio protetor dos convertidos

Ó admirável São Tarcísio, tu que não tiveste medo da morte, pois estavas com CRISTO Nosso Senhor, contempla ainda piedosamente os pobres pecadores, que, já prestes a soltarem o último suspiro, não pensam em procurar salvar-se. Faz que se convertam sinceramente ao Senhor, antes de comparecerem perante o tribunal do Juiz.
 


ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS: (presidente)

DEUS nosso PAI, Vós nos dais o exemplo dos santos para que possamos sempre mais nos assemelhar à imagem de vosso Filho e, um dia, habitar junto a Vós. Concede-me, por intercessão de São Tarcísio, vosso fiel servidor nesta terra, a graça que hoje Vos peço (diga a graça que deseja).

(Pai-Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai)

São Tarcísio, rogai por nós.

Quem é que vai seguir a Jesus Cristo?



Para ser padre ou ser religiosa é preciso ser chamado por Deus.
Este chamado é anterior ao nascimento.

-       Jer 1,5: "antes que fosse formado no seio materno eu te conheci; antes que saísse do seio de sua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta".

-       Is 49,1: "Yavé me chamou antes de nascer, chamou-me do seio de minha mãe".
É ante tudo uma eleição por parte de Deus. Por que nos ama muito.

 E este chamamento pode ser direto ou indireto. É direto quando Deus chama por si ou por uma anjo, ou por algum meio por ele escolhido como no caso de São Paulo, que foi fulminado no caminho de Damasco por um raio de luz celeste. É indireto quando é feito por outros meios como por uma certa inclinação que Deus imprime na alma, ou por uma ideia teimosa, pertinaz, de ser padre ou ser freira.
Do chamado direto além de São Paulo temos o caso de Moisés, que, no monte Horeb ouviu a voz de Deus, que no meio da sarça ardente  o chamava para pastorear Israel. Dormindo o menino Samuel no átrio do tabernáculo ouviu a voz do Senhor que dizia: Samuel! Samuel! Era a vós de Deus que o chamava para uma alta missão de sua glória.

O homem se faz consciente de ter sido eleito em algum momento de sua história: Paulo caminho a Damasco, Jeremias em sua idade avançada, Amós sendo pastor de ovelhas, Ignácio ferido e convalescente em sua casa, Agostinho depois de muitos anos de pecado, Luis Gonzaga desde sua mais tenra idade. Esta chamada, é algo exterior ou algo interior? As duas coisas.

Nosso Senhor passando um dia junto a Levi cobrador de impostos querendo fazer dele seu discípulo: “Vem e segue-me!”.
Jesus Cristo chama os apóstolos para que  deixem tudo e o siga: ao passar pelo lago da Galileia diz a Tiago e a João, a Simão e Andre: “vem comigo” (Mc 1,17), e eles “ deixaram tudo e o seguiram” (Lc 5,11);
Pedro diz mais adiante: “nós deixamos tudo e o seguimos”  ( Mt 19,27). A outros também chamou do mesmo modo mesmo, mas não seguiram, como o jovem rico: “vai, vende o que tens, dá aos pobres, depois vem e me sigue” (cf. Mt 19,21).

A outros, em troca, não pede o mesmo: a Zaqueu o converte e o santifica (“hoje entrou a salvação a sua casa”) sem que deixe seu ofício ou sua família (cf. Lc 19,5-8). Este chamado especial de Deus é “para que estejam com Ele”: compartilhem sua pobreza, preguem seu Evangelho, nutram-se de sua doutrina, acompanhem-o em seu apostolado itinerante.

O próprio, a essência deste chamado ou da vida religiosa, é o viver radicalmente o Evangelho, quer dizer, o que o Evangelho nos narra da vida de Cristo e o que nos conserva do ensinamento do Jesus. “Radicalmente” quer dizer “até a raiz”; é tratar de plasmar a essência do Evangelho quanto seja possível em nosso tempo.

É imitar o modo de vida de Cristo e seus discípulos. 

O INIMIGO DA JUVENTUDE E A ARMA PARA O COMBATE: ABSTER-SE



O grande educador Tihamer toth testemunhava sua experiência com as crianças dizendo que sofreu dolorosas desilusões. Via crianças que prometiam muito futuro definharem rapidamente depois dos doze anos. Pelos quatro grandes inimigos da sua idade: as paixões, a frivolidade, a falta de experiência e os maus desejos.

“O pior de todos...as paixões.  O pior escolho para a juventude é esta vergonhosa moleza que arrasta tantos jovens de hoje a satisfazer as suas paixões, a obedecer, quase sem resistências, as instintos de natureza animal.

Hoje, só uma coisa se quer: gozar e divertir-se! Por isso o autodomínio e a renuncia são os primeiros meios para exercitar na vontade.

O domínio dos sentidos, a submissão a regras, a abnegação, a restrição de nossos desejos são meios a empregar para libertar a nossa alma. Por isso ti aconselho:” cumpre teu dever alegremente, mesmo quando ele não ti agrada; renuncia, de vez em quando, a uma distração, a  um prazer legitimo, a uma iguaria favorita, mesmo que ti custe muito”. E por uma motivo muito grave. A abnegação ajudará a dar asas a alma, de substituir em nós o reinado do corpo pelo do espirito.

Esses exercícios são somente o reino da vontade, mas, este treino conduz a uma vida mais digna. Foi com grande clarividência que os latinos deram o mesmo nome “ virtus” à virtude e a força. Quiseram significar com isso que sem esforços e sem as vitórias sobre nós mesmos não há virtude.

A teoria e a prática justificam as palavras de Jesus: Aquele que  quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga”.

É mal jardineiro aquele que por dó da roseira não corta os galhos secos. A roseira assim tratada não dará rosas. O jovem que nunca se recusou a nada também nunca poderá dar frutos, nunca terá uma vontade forte.

Quem sabe dominar-se, liberta-se dum jugo que a natureza nos pôs ao pescoço(Goethe).

Nada há, além disso, que possa nos dar a verdadeira liberdade; e isto só si obtém pela renuncia. È a ideia profunda de Tomás de Kempis quando escreve: ”Quanto puderes vencer a tua vontade, tanto progressos farás no bem”. ”